O relógio tocou o despertar de um dia que não tinha a menor pretensão de amanhecer, ele aborrecia o tempo da dor. Aquele era o segundo dia, ela estava ao seu lado... imóvel, muda, morta. O relógio parou de tocar às 2 horas da madrugada, o galho da árvore começou a arranhar o vidro da janela, ele queria o silêncio... um estalo, nada de rangidos de galhos a bater na janela como quem assombra. Ele saiu dali, caminhou para junto da sua amada e beijou a sua boca fria. Um grito... Acorda! De repente: Ela abriu os olhos! Sonho ou realidade? Renascer. O RELÓGIO...

 

Van Costt.

publicado por Van Costt às 21:30